Bloco Nóis Sofre Mas Nóis Goza se despede do Carnaval em dia festivo na Praça Vladimir Herzog
A edição de fevereiro do Todo Mundo Tem Que Falar, Cantar e Comer comemorou, claro, o Carnaval! No domingo, dia 22, a Praça Memorial Vladimir Herzog / Espaço Cultural a Céu Aberto Elifas Andreato, a clássica caipirinha de boas-vindas abriu os trabalhos em clima de folia.
Quem animou a festa deste ano foi Anaí Rosa e a Banda Chiquita Bacana, formada por Carla Arnoni (teclado), Giba Pinto (baixo), Giba Favery (bateria) e Billy Magno (saxofone). Anaí tem 3 cds solos gravados: “Influências, Samba Comigo” e “Anaí Rosa Atraca Geraldo Pereira”, este último pelo Selo Sesc, álbum que foi indicado ao Grammy Latino, na edição 2019.
Para o Auê na Praça, o jornalista e artista plástico Enio Squeff produziu, em 2023, uma série de dez estandartes festivos que desfilaram pelo espaço de memória durante o cortejo.
A Confraria dos Cozinheiros da Liberdade foi quem preparou o cardápio desta edição: penne regado a molho toscano. O lema da cozinha é “Quem pode, paga. Quem não pode, pega”. A contribuição é voluntária e destinada a cobrir os custos de realização do evento mensal.
Pelo terceiro ano consecutivo, o Auê de Carnaval contou com o bloco “Nóis Sofre Mas Nóis Goza”, criado por jornalistas e artistas e que, na verdade, era uma passeata travestida de bloco, um ato em solidariedade a Lourenço Diaféria, jornalista preso durante a ditadura militar após a publicação da crônica “Herói. Morto. Nós.”, na Folha de S.Paulo em 1º de setembro de 1977.
A crônica de Diaféria desagradou o regime ao afirmar preferir o sargento Sargento Sílvio, que havia pulado em um poço de ariranhas para salvar uma criança, a Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro.
Após a prisão de Diaféria, 50 jornalistas saíram da Praça Princesa Isabel, junto à estátua em homenagem a Duque de Caxias, e seguiram pelas avenidas Rio Branco e Ipiranga, encerrando o trajeto no Bar Redondo, em frente ao Teatro Arena. O percurso da folia-manifestação formava a letra L, referência tanto a Lourenço quanto à liberdade, como relata Sergio Gomes em artigo de Naief Haddad, publicado na Folha de S.Paulo.
A marchinha-hino recebe o mesmo nome do bloco, e foi criada pelos jornalistas Jorge Araújo e Oswaldinho Macunaíma.
“A gente canta o sofrimento
Em verso e prosa
Nóis sofre mas nóis goza
Nóis sofre mas nóis goza
‘Aí que delícia’
Tenho andado nesse
bloco passea....ta
Pra lembrar Lourenço Diaféria
nessa pra...ça
E o que me resta
É um grito bem gritado
Meio troncho de saudade
É tudo que me resta
Me agride com a cuíca
Me espanca com pandeiro
A gente canta o sofrimento
Em verso e prosa
Nóis sofre mas nóis goza
Nóis sofre mas nóis goza”
Saiba mais:
Todo Mundo Tem Que Falar, Cantar e Comer
- Veja como foi a edição de Janeiro
- Entidades que compõem o Coletivo Cultural Associação de Amigos da Praça Vladimir Herzog:
Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos de São Paulo
Banca Livraria dos Jornalistas Vladimir Herzog
Câmara Municipal de São Paulo
Canal da Praça
Centro Acadêmico Vladimir Herzog | Cásper Líbero
CEU – Museu de Arte a Céu Aberto
Coletivo Café Sem Pauta
Coletivo Paulo Freire Zona Norte
Colibri & Associados Comunicações
Constructo
Escola da Cidade
FotosPúblicas.com
Instituto Elifas Andreato
Instituto Equipe de Cultura e Cidadania
Instituto de Pesquisa, Formação e Difusão de Políticas Públicas e Sociais
Instituto Premier
Instituto Vladimir Herzog
OBORÉ
Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania
Sindicato dos Advogados e Advogadas do Estado de São Paulo (SASP)
Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP)
Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP)
Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP)
📍Como chegar: Rua Santo Antônio, 33, Bela Vista – São Paulo – SP, atrás da Câmara Municipal de São Paulo, em frente ao Terminal Bandeira.
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Relembre no portfólio algumas edições do Todo Mundo Tem Que Falar, Cantar e Comer. E aqui você encontra um resumo completo da Praça.
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